sexta-feira, 28 de setembro de 2018



São meus pés no chão
Na terra batida
No ar o cheiro de chuva.

São minhas mãos carentes
De toques decentes,
Dos pingos desfeitos 
Escorridos no meu corpo ausente.

São pedaços de mim
Indecentes pedaços
Com gosto de solidão.

São meus pensamentos trêmulos
Silêncios gritantes
Morrendo dentro de mim.

São minhas sementes
Brotando minhas esperanças
Nascendo feito jasmim...

..Os tons de laranja repartem o sol
que me beija os sonhos...(Bandys) 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018



 Conheço os fracassos de mim,
das tentativas errôneas que
eu claramente consigo criar...
Das cicatrizes fechadas que precisei costurar.
Do coração quase parado que ordenei palpitar.
Dos olhos sem vida que ousei em fechar.
Do choro caído, engolido revelei soluçar,
Do corpo tremido jogado onde fui me tocar...
Da prisão da alma que vi lastimar
Da entrega total  consegui me juntar
Dos cacos partidos que amei emendar.

A liberdade são brotos de esperanças
 na minha alma cansada.(Bandys)