sábado, 24 de setembro de 2016


Hoje vestida de silêncio percorri a tua ausência nas pétalas que vestiram o meu corpo... Nos sonhos que nasceram em minhas mãos vazias... Nas palavras que já foram nossas e se perderam nas esquinas do tempo... Na imensidão da noite... Nos braços vazios de nós... Nos soluços que se desprendem do meu corpo...Nos voos dos meus sonhos onde anoiteço...Nos medos escorrendo dos dedos.. Na solidão presa nos gestos. Nos rótulos que bordavas em mim.
E é certo te chamar de moço? Assim como se fosse tão desconhecido, tão distante de mim, quando na verdade você vive e pulsa coisas do meu peito, da minha alma.. Descrevem seus tons, suas angústias, vontades desejos e invade os meus, e os mistura sem pedir, liga os pontos e me deixa boba assim. Você entra, me rouba o fôlego e saí, é justo? me diz. Meus olhos perdidos são achados nos seus.  Você me toca tão doce e eu fico assim doce tocada por você.

 O amor mora nos labirintos abissais do teu peito e renova-se através dos meus olhos de guardar poesias. (Bandys)

sábado, 17 de setembro de 2016



Hoje a distancia nos brinda com a essência da alma e do amor.
Olhares buscam o horizonte.  Cristais refletem o sol de um coração triste e distante.
Queimo minhas asas para proteger teus pés de vidro.
A secura nos lábios é a força do meu grito retalhado com a delicadeza do meu silencio.
Fico sozinha na estação de um trem indócil, cruzes de pedra amortecem a queda,
E em cada gota de saudade, uma nova lua branca se enche no céu..
O pedaço reconstituído de mim refez como carmim.                   

O que vai ficar na poesia são os laços invisíveis que havia (Bandys)