domingo, 17 de setembro de 2017


Hoje a distância nos brinda com a essência da alma e do amor.
Olhares buscam o horizonte.  Cristais refletem o sol de um coração triste e distante.
Eu queimo minhas asas para proteger teus pés de vidro.
A secura nos lábios é a força do meu grito retalhado com a delicadeza do meu silencio.
Fico sozinha na estação de um trem indócil, cruzes de pedra amortecem a queda, 
em cada gota de saudade, uma nova lua branca se enche no céu.
O pedaço reconstituído de mim refez como carmim.               

O que vai ficar na poesia,  são os laços invisíveis que havia (Bandys)

sábado, 9 de setembro de 2017


Embriagam-me os beijos, os cheiros, os carinhos e os olhos.
Ouço os nossos soluços, os nossos silêncios gritantes.
A despedida desmedida em poesia, escrita em nossos
corpos e mentes... Grudadas em nossas retinas paralisadas,
mesmo distantes.

Encanto dos nossos corpos dançantes,
Sem querer separar-se.
Silêncios e soluços.. Nossos calmantes...
Apenas palavras soltas, cambaleantes.

O beijo silenciado, selando nossas lágrimas.
Ficamos assim, mudos, emocionados, abraçados..
A lua lá fora teimosamente brilhante
Encerra nossa noite errante..

..e sem licença, acertadamente, adormeço
nos braços teus, deliciosamente. (Bandys) ♥